
Procurando orientar de maneira prática e clara seus clientes, os profissionais da Clínica Adapto Morumbi, elaboraram um rol de temas que englobam explicações sobre problemas auditivos e seu tratamento, curiosidades e métodos preventivos. Clique nos temas abaixo e obtenha maiores informações.
Problemas auditivos
A perda de audição é uma das alterações que mais atinge a humanidade. Cerca de 10% da população mundial tem algum tipo de problema na audição. Nos Estados Unidos, por exemplo, 33 crianças nascem a cada dia com perda auditiva. No Brasil, a deficiência auditiva afeta 70% dos idosos (mais ou menos 10 milhões de pessoas em nosso país), sendo a segunda inabilidade física mais comum e também a quarta afecção mais comum nos EUA.
O zumbido é um barulho que pode ser de várias formas (ex. Barulho de cigarra, panela de pressão, rádio/tv fora de estação) e atinge mais de 15% da população brasileira e 10% da população mundial. Alem disso é muito associado à perda de audição.
Ouvir musica alta em determinados locais como shows, tocadores de MP3 (fones de ouvido), local de trabalho com ruído intenso, pode ser muito prejudicial à saúde auditiva. Respeite os limites de seu ouvido, não exagere na exposição ao ruído ambiental.
Hipertensos devem manter controlada a pressão para não correrem riscos de sofrerem uma alteração na audição. O mesmo se dá para os diabéticos, que devem manter controlados os níveis de glicemia para não sofrerem danos desnecessários à audição.
Caso haja na família pessoas que nasceram com perda auditiva aconselha-se, nestes casos, um acompanhamento auditivo periódico.
Nos dias de hoje é muito comum encontrarmos ambientes muito ruidosos, principalmente nas grandes capitais. Portanto algumas dicas são importantes para a promoção da saúde auditiva de forma consciente.
● Ao invés de ouvir música a partir de fones de ouvido, substitua-os pelas caixas de som (sem exagero no volume).
● Aconselha-se sempre que após exposição excessiva à ambientes ruidosos, haja um descanso de 14 horas.
● Cuidado com uso de remédios caseiros colocados dentro da orelha como: cera, vela ou outras substâncias. Tais produtos podem ser danosos ao sistema auditivo.
● Aconselha-se a realização de exames audiológicos periódicos, principalmente àqueles que são expostos com freqüência a locais com elevado volume sonoro.
● Cuidado com a limpeza de sua orelha. Nunca utilize hastes flexíveis de algodão ou qualquer outro objeto pontiagudo que possa causar ferimentos, aumento do cerúmen, infecção ou danos à membrana timpânica.
Sabe-se que nos últimos anos o mundo tecnológico tem evoluído muito, e o resultado de todo esse avanço também é percebido no dia-a-dia do paciente que faz uso de aparelhos auditivos. Diversos são os modelos e tecnologias empregadas nesses produtos (cada vez mais sofisticados) e que são capazes de gerar os seguintes benefícios:
● Melhora quanto à auto-estima.
● Melhora no convívio social e familiar (o que evita, muitas vezes, o isolamento social).
● Melhora na qualidade de vida geral.
● Procure uma empresa séria, com profissionais capacitados, boa estrutura, e que ofereça assistência técnica e manutenção de qualidade.
● É sempre importante o acompanhamento do fonoaudiólogo, especializado na área de audiologia, para garantir um bom atendimento e qualidade no serviço prestado
● Caso tenha realizado algum exame audiológico anterior à visita ao fonoaudiólogo, não hesite em levar os exames já realizados anteriormente.
● Sempre que possível, leve consigo alguém da família ou aquele que possa ajudá-lo a esclarecer dúvidas e acompanhar todo o atendimento.
● Durante a entrevista com o fonoaudiólogo é de fundamental importância que não se omita nenhuma informação. Seja claro e diga o que realmente está sentindo, fale sobre as situações que gostaria de melhorar no seu dia-a-dia como, por exemplo, ouvir a TV, conversar em grupo (familiares e amigos), participar de reuniões e palestras e outras.
● Após a aquisição dos aparelhos auditivos não esqueça dos retornos periódicos disponíveis. É preciso fazer um acompanhamento detalhado para garantir a satisfação e uma boa adaptação.
Cada pessoa tem um tipo e grau de perda auditiva que pode comprometer, em maior ou menor grau, a compreensão. Avaliações audiológicas auxiliam os profissionais que cuidam da sua audição a classificar as deficiências com maior precisão. Além disso, cada um possui um estilo de vida diferente, obteve experiências auditivas distintas e, por isso, reagem cada qual à sua forma frente a cada situação ou tratamento (suas expectativas quanto ao aparelho auditivo). Todos esses fatores devem ser levados em consideração no momento da seleção do aparelho auditivo que trará maior benefício. Procure sempre profissionais qualificados e produtos que possuem respaldo no mercado.
Isso vai depender da avaliação com o fonoaudiólogo especializado ou por indicação médica. Porém sua opinião também será importante na decisão final. Em alguns casos é estudada a possibilidade e a viabilidade do uso de apenas um aparelho auditivo. Ressalta-se que sempre que existir perda auditiva nas duas orelhas, e for indicado o uso em ambas, aconselha-se o uso de dois aparelhos. Veja abaixo as vantagens do uso de dois aparelhos auditivos (adaptação bilateral):
● Facilita a compreensão de fala em ambientes silenciosos e ruidosos. Dados de pesquisa comprovam que o uso de 2 aparelhos auditivos aumentam significativamente a capacidade na compreensão da fala.
● A orelha que fica sem ouvir adequadamente (sem o aparelho auditivo), não está sendo estimulada, o que resulta, consequentemente, na diminuição da habilidade de ouvir sons a partir desta orelha.
● Balanceamento entre as duas orelhas (caso haja perda auditiva em ambas) é importante para que seja feita a “equalização” e, desta forma, a melhor compreensão do som o mais próximo do natural possível.
● O uso de dois aparelhos auditivos pode trazer uma maior habilidade na localização da fonte sonora, ou seja, o indivíduo torna-se apto a identificar a origem de onde vem o som que ele está escutando.
● Melhora a audição para sons provenientes de distâncias maiores.
● Melhora na qualidade sonora em geral.
● Satisfação do usuário. A vivência Clínica comprova índices mais elevados de satisfação e adaptação ao uso do aparelho quando se opta pelo uso bilateral.
De acordo com as normas regulamentadoras que estão em vigência no Brasil, elaboradas junto aos Ministérios da Saúde, do Trabalho e pelos Conselhos Federais e Regionais de Fonoaudiologia, os limites, expostos abaixo, servem como um guia de referência para potenciais riscos de danos à audição:
Nível de pressão do som |
Tempo de Exposição |
85 dB NPS |
8 horas |
90 dB NPS |
4 horas |
95 dB NPS |
2 horas |
100 dB NPS |
1 horas |
105 dB NPS |
30 minutos |
110 dB NPS |
15 minutos |
115 dB NPS |
7 minutos |
Acima de 115db NPS |
Não recomendado |
A perda auditiva pode ter várias causas. Pode ser por fatores hereditários, malformação, otites de repetição, otosclerose, uso de medicamentos ototóxicos (medicamentos prejudicais a audição), exposição por longos períodos a ruído intenso, causada pela idade (presbiacusia), rubéola na gestação, entre outras.
Não há uma idade certa para que a perda auditiva ocorra. Com o avanço da tecnologia e de exames diagnósticos mais modernos, facilitou-se a descoberta de problemas auditivos ainda nos primeiros dias de vida do indivíduo. Em outros casos, certas crianças descobrem, depois que começam frequentar a escola, algumas dificuldades na audição, algo que fará com que professores chamem a atenção dos pais para esta dificuldade do filho. Quando a perda auditiva é causada pelo desgaste que acontece com a idade, ocorre, normalmente, a partir dos 60 anos de idade.
Com o passar da idade, assim como outras partes do organismo, as estruturas responsáveis pela audição, muitas vezes, já não apresentam um funcionamento eficiente, desenvolvendo, assim, algum grau de perda auditiva. Alguns fatores, como algumas doenças (câncer, problemas renais, entre outros), em que o tratamento utiliza medicamentos ototóxicos podem agravar a situação. Hábitos diários acumulados ao longo da vida como, trabalho com exposição à ruído em alta intensidade e por longo período (sem proteção auditiva) ou produtos químicos, utilização de fones de ouvido para ouvir música em intensidade alta por períodos prolongados, entre outros; também podem favorecer para o surgimento da perda auditiva após uma certa idade.
Não podemos garantir que a perda auditiva não ocorrerá. Mas cuidado com longos períodos de exposição a altas intensidades de som (seja no trabalho ou lazer, ex: MP3, shows, bailes) podem ajudar a evitar um maior prejuízo. Também orientamos o cuidado com o uso de hastes flexíveis (cotonete), que não são indicados para limpeza interna do ouvido, pois muitas vezes ao utilizá-los, por acidente, acaba ocorrendo uma perfuração do tímpano, além de poder aumentar a produção de cera. A vida saudável como um todo ajuda a prevenir a perda auditiva, já que mesmo uma alteração de pressão sanguínea ou diabetes podem ser fatores que agravem o quadro.
Os exames básicos normalmente realizados para o diagnóstico da perda auditiva são a audiometria e imitanciometria. Em alguns casos são necessários exames complementares como o BERA e as Emissões Otoacústicas.
Normalmente a perda auditiva pela idade (presbiacusia) é uma perda definitiva, não tendo nenhum tratamento medicamentoso. Caso não haja nenhuma contra-indicação médica ou outro fator associado, a melhor alternativa, para esses casos, é o uso do aparelho auditivo, que deve ser adaptado de acordo com o tipo e grau de perda auditiva. Pede-se um acompanhamento constante com o (a) fonoaudiólogo (a) para uma adaptação mais tranqüila, com ajustes e manutenção do aparelho sempre que necessário.
Hoje em dia existem aparelhos auditivos de tecnologias e recursos diferentes o que garante ao usuário uma adaptação tranqüila e com bons resultados, sem queixas, como antigamente, de que “os aparelhos eram muito ruidosos”. O aparelho deve ser selecionado, de acordo com o tipo e grau de perda auditiva do paciente. A tecnologia do aparelho pode ser analógica (mais simples e com menos recursos) ou digital. A tecnologia digital permite um maior ajuste do aparelho, deixando o som mais confortável e próximo do natural. A fim de garantir um funcionamento efetivo do aparelho auditivo, pede-se que o paciente compareça à Clínica para acompanhamento, conforme solicitação do profissional, para manutenções de rotina, bem como regulagens para maior conforto e exames periódicos.
O aparelho auditivo ajuda no dia-a-dia na medida em que auxilia a pessoa a voltar a ouvir alguns sons que antes já não ouvia mais. Muitas vezes, principalmente depois de uma certa idade, a pessoa com perda auditiva, sente-se excluída e com vergonha de ter que pedir para outros repetirem o que havia dito, evita as situações de comunicação, até mesmo dentro da família, dando início ou agravando quadros de depressão. Com o uso do aparelho ocorre um aumento da auto-estima e uma volta ao convívio familiar e social. Porém, o usuário deve saber que o aparelho auditivo é um equipamento eletrônico (e não um novo ouvido) e que durante o processo de adaptação inicial será necessário uma atenção maior. Por isso, a importância de um acompanhamento com profissional qualificado e com experiência. É preciso ter sempre calma e entrar em contato com o fonoaudiólogo (a) para conseguir uma adaptação mais eficiente e próxima do natural.
A presbiacusia é uma perda que, devido a vários fatores, não é indicado para intervenção cirúrgica. Faz-se necessário, uma consulta com o médico otorrinolaringologista e fonoaudiólogo (a) pra verificar um diagnóstico adequado e encaminhamento para o tratamento (caso seja apenas a presbiacusia – uso de aparelho auditivo).
