Perda auditiva em idosos

A surdez ao envelhecer, chamada de presbiacusia, faz parte do processo degenerativo relacionado a passagem natural dos anos e a morte de algumas células do corpo. Entretanto, questões genéticas e condições específicas como diabetes, hipertensão e tabagismo podem acelerar esse processo.

Uma pesquisa da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia apontou que as pessoas demoram cerca de 7 anos para procurar um especialista após perceber algum dano à audição e depois mais 2 anos para iniciar de fato um tratamento. Toda essa demora pode resultar em uma surdez definitiva.

Um dos sintomas iniciais que deve chamar a atenção do idoso – ou das pessoas próximas – é a dificuldade de falar ao telefone ou de compreender as palavras que são ditas durante uma conversa.

Quando a perda auditiva está em grau leve não se torna necessário o uso de aparelhos, mas após evoluir para um grau moderado ou grave, os aparelhos auditivos podem auxiliar o idoso a manter uma boa relação social.

O aparelho, no entanto, não interfere na compreensão e a orientação é que as pessoas próximas falem devagar para facilitar a leitura orofacial.

A surdez na melhor idade pode gerar uma angústia muito grande que com o tempo pode ocasionar em uma depressão ou isolamento, por isso é muito importante que os familiares estejam atentos a algumas reações como impaciência, distração ou mau humor.

Não é possível evitar a degeneração devido a idade, mas quando tratada a tempo, existem cuidados que proporcionam uma melhor qualidade de vida ao idoso.

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